terça-feira, 29 de novembro de 2011

[Review] LG P500h Optimus One

Prestes a substitui-lo, resolvi finalmente terminar a análise do LG P500, o Optimus One. Estou com o aparelho faz alguns meses, fiz bastante coisa, usei em diversas situações, ambientes diferentes, atualizei o sistema e por aí vai.

Aviso! Muita fotos.

A uns meses atrás fiz uma análise do Samsung Galaxy 5, o modelo de entrada da Samsung para smartphones com sistema operacional Android. Mantive o aparelho por pouco mais de seis meses e, apesar de considerar o G5 bem decente, algumas coisas começaram a incomodar. Na busca por um novo aparelho cheguei ao LG.

Eu já tive alguma experiência com aparelhos da LG antes e nenhuma foi satisfatória. Para ser sincero, a marca estava na minha lista negra e eu exitei muito antes de comprar o Optimus One, mas resolvi arriscar.

Apresentação e Construção

O Optimus One tem algo interessante em relação ao seu desenho. Se você só viu o aparelho em anúncios ou até em vitrines, mas nunca o manuseou, a impressão é de um aparelho "barato" e de certo modo mal resolvido. Essa é uma impressão que desaparece assim que você o pega nas mãos. O corpo difere dos onipresentes ímãs de digitais black pianos com uma superfície fosca e emborrachada, emoldurada por uma faixa metálica. São vários detalhes, entre botões, conectores, etc. que passam praticamente de maneira desapercebida. Seja isso bom ou ruim.

O tamanho médio (113.5x59x13.3 mm), próximo a maioria dos aparelhos no formato barra, favorece a pegada. O peso também não incomoda (129g). Manusear o O1 é geralmente muito confortável, poucas vezes algum comando incomoda e, particularmente, não tive a sensação de que pudesse escapulir da mão.

Na face frontal do aparelho estão a tela sensível ao toque capacitiva, os botões de ação comuns ao Android (Menu, Home, Back, Search), o auto-falante e o sensor de proximidade.

No lado superior estão a saída para fone de ouvido padrão de 3.5 mm e o botão Power.

No lado inferior, o conector micro USB que é usado para dados e recarga e o microfone.

Do lado direito apenas os botões de volume.

A ordem dos botões de ação, na frente do aparelho, pouco importa, afinal é questão de costume, mas o formato é um pouco estranho. O botão Home e Back estão situados num grande botão estilo gangorra no centro, enquanto os botões Menu e Search, bem menores, ficam em cada lado. Eu não gosto muito da forma que os botões são, preferia que fossem do mesmo tamanho. Outro ponto é quanto a sensação de fragilidade que os botões menores passam. Eu que uso muito o botão Menu, sempre acho que ele vai quebrar a qualquer momento. Pode ser apenas uma sensação, mas eu preferiria não te-la. Aliás, o minúsculo botão Power também sofre desse mal. Os botões de volume na lateral direita aparentam ser mais robustos.

Um recurso que eu acho essencial em aparelhos com tela sensível é o sensor de proximidade. Sem ele a possibilidade da tela reconhecer toques indesejados quando aproximamos o aparelho do rosto é muito grande e geralmente causa algum tipo de transtorno ao usuário, seja com ligações encerradas prematuramente, mudanças em opções e etc. O Samsung Galaxy 5, por exemplo, sofre desses problemas justamente por não ter esse sensor.

Na parte de trás do aparelho, que é coberta pela tampa da bateria, está a câmera de 3.2Mp com foco automático, mas sem flash.

Acompanham o aparelho um carregador, cabo de dados USB/Micro USB, cartão de memória de 2Gb, bateria, fones de ouvido estéreo, manual e folhetos.

Considerando que não carrega nada demais, a caixa bem que poderia ter a metade do tamanho.

O carregador é daqueles que tem uma porta USB e usa o próprio cabo de dados para se conectar ao aparelho. É uma solução interessante, pois economiza espaço e materiais. Eu costumo carregar o celular através pela USB no notebook em casa ou no PC do trabalho e o tempo para carga completa fica em torno de 2:30h. Com o carregador, o tempo cai para menos de 2h.

Tela

A tela LCD TFT com resolução de 320x480 e 262 mil cores apresenta bom brilho e reprodução de cores. A resolução bem que podia ser maior, mas como o O1 está no nível dos Androids de entrada, é aceitável. Faz falta um sensor de luminosidade que, além do conforto de não ter que mudar o brilho manualmente, ajuda a consumir menos bateria.

Originalmente o O1 foi lançado com o Android 2.2 (Froyo) e existem dois bugs conhecidos relativos à tela, mais especificamente no digitalizador (a camada superior da tela que captura os toques e gestos). Um é conhecido como inversão de eixos e acontece quando dois toques se cruzam, fazendo com que ambos troquem de direção. O outro eleva o uso de CPU a 100% toda vez que a tela detecta um toque. Além do aumento no consumo de bateria, esse bug causa lags que algumas vezes dificultam o uso do aparelho.

Ambos foram solucionados na atualização para o Android 2.3 (Gingerbread) lançada a pouco tempo pela LG. Eu fiz essa atualização e recomendo.

Processador e Memória

Apesar de usar um processador de apenas 600MHz, o O1 tem desempenho bastante superior ao Galaxy 5, que roda a mesma velocidade, principalmente devido a presença de um processador gráfico dedicado (Adreno 200) e da quantidade de memória RAM (512Mb, contra 256Mb do G5). Vale destacar que mesmo aparelhos top de linha ainda usam apenas 512Mb de RAM.

A falha fica por conta do espaço de armazenamento limitado a apenas 170Mb, pouco para os padrões atuais. Eu acredito que o ideal atualmente comece em 256Mb, considerando também que muitas apps podem movidas para o cartão sem custo ao desempenho.

Um problema bastante reportado em fóruns e comunidades na Internet é sobre o cartão de memória que acompanha o aparelho. Aparentemente ele não acompanha a velocidade que o aparelho espera e ocorrem falhas de gravação ou o cartão desmonta sozinho. Eu nunca tive esse problema, mas não usei o cartão original nem por uma semana (já usava um de SanDisk 4Gb Classe 10 no G5, quando peguei o O1 fiz a troca) então confio nos relatos. A solução parece ser usar um cartão rápido, preferencialmente “Classe 10“ (entendeu porque não tive problemas?!).

Conectividade

O aparelho conta com os recursos mais comuns de conectividade. Suporte a 3G via HSDPA até a taxa teórica de 7.2Mbps.

O rádio Wi-Fi é compatível com os padrões 802.11b/g e há o suporte a função hotspot mesmo na versão original no sistema (2.2). É possível também compartilhar a conexão 3G via USB.

Pra completar, existe o suporte a Bluetooth (2.1 com A2DP).

Eu não notei problemas em nenhum desses recursos, o Wi-Fi conecta com facilidade e tem potência suficiente para achar redes um pouco distantes e até servir de hotspot mesmo estando em outro ponto da casa/escritório.

Câmera e Multimídia

Câmera de celular é câmera de celular. Mesmo com 3.2Mp, não dá pra dizer que as imagens ficam realmente boas. Em condições ideais, com luz suficiente, as fotos saem decentes, apesar de achar que a lente distorce um pouco demais a imagem. Em situações de baixas luzes ou iluminação extrema, não espere bons resultados. Faz falta um flash, mesmo que não resolvesse, estenderia um pouco a possibilidade de uso. O autofoco funciona razoavelmente bem, perde pontos em situações extremas (como era de se esperar).

O app da câmera vem com muitos recursos que vão do zoom digital e modo macro aos modos de cena, panorama e efeitos. Também está presente a (agora comum) detecção de sorriso.

Se fotografando a câmera não é muito mais que razoável, não seria filmando que ela se destacaria. A resolução máxima é VGA (480p) e a taxa de frames é de apenas 18fps, muito pouco.

A galeria de imagens padrão do Android é excelente. Bonita, fácil de navegar e usar as opções de compartilhamento. O único problema é não mostrar as fotos em alta resolução.

A LG inclui em muitos de seus aparelhos (O1 incluso) codecs para DivX/Xvid, H.264 e WMV, o que permite o uso imediato do player padrão para visualizar esses arquivos. Na minha opinião (e também porque enxergo mal), ver um vídeo longo no celular é uma tortura. Apesar da tela do O1 não ser das menores do mercado. Para vídeos rápidos e clipes o player padrão do Android é suficiente, mas se você deseja ver algo mais longo, sugiro baixar um mais completo, como o Mobo (uso no tablet, é muito bom).

Na parte de música, o player padrão do Android é bem simples, mas é o que eu uso com mais frequência. Algumas vezes uso também o Google Music (para músicas na nuvem), mas é essencialmente o mesmo player. Convenhamos que para um smartphone isso não é problema. Não gostou, instala outro, não rola fazer mimimi. Um que eu gosto, mas acabo não usando muito é o doubleTwist, o Winamp também é legal. O que mata no O1 é o volume do som nos fones que eu considero muito baixo. Mesmo usando fones in-ear, muito melhores que o original, o volume continua baixo forçando a usar o aparelho quase sempre no máximo. É interessante que isso não acontece com ligações, mesmo no viva-voz o volume é bom o suficiente para não passar da metade.

Outros recursos

Um recurso que funciona muito bem no O1 é o GPS. A diferença de velocidade e precisão em relação ao G5 é bem sensível. O conjunto é completado com os aplicativos de localização do Google, em especial o Maps que está cada dia melhor, e pelo NDrive, software dedicado de localização e direções que vêm pré-instalado. Esse só usei uma ou duas vezes para testar, pois o Maps já é suficiente para o que eu preciso, mas é legal ter a opção.

Outro app interessante é o ThinkFree Office, que permite criar, editar e visualizar documentos no padrão MS-Office. Pra mim não tem muita utilidade, mas da mesma forma que o NDrive não tem, é legal ter o recurso.

Bateria

Quanto à bateria (Li-Ion de 1500mAh), durante os seis últimos meses, na maioria das vezes ela dura cerca de um dia. Em conversação, partindo de 100% até pedir recarga, são cerca de 4h. No uso diário, partindo de 100% e mantendo o 3G e as atualizações ligados, cerca de 3h de música, alguma navegação e poucas ligações rápidas, dura cerca de 18h.

Não é incrível, poderia durar mais, mas é algo com o qual se pode acostumar. Como eu uso muito o celular ligado ao note (por causa do hotspot), é muito difícil chegar à condição de faltar bateria.

Conclusão

Quando comprei o Optimus One para substituir o Galaxy 5, a intenção era pegar um aparelho com a tela um pouco maior, sensor de proximidade e uma câmera melhor. Todas atendidas.

Mesmo que a câmera não seja das melhores, ela é muito superior a do G5. É possível, por exemplo, usar programas de reconhecimento de código de barras 1D (os comuns de linhas) com facilidade, o que é quase impossível no G5.

Outro ponto forte é a GPU Adreno 200 que torna toda a experiência de uso do sistema muito melhor. Lags são raros e, mesmo quando acontecem, são pouco perceptíveis e não chegam a incomodar. A grande quantidade de RAM também ajuda muito.

A parte de telefonia é boa e a de conectividade cumpre bem o que promete.

Os principais problemas são mesmo relativos ao digitalizador, não por não ser tão sensível, o que é de se esperar num aparelho de entrada, mas pelos bugs inacreditáveis. Pelo menos a atualização para 2.3 trouxe solução. E falta de espaço de armazenamento e também a parte de som, que na minha opinião tem volume muito baixo.

Agora vem a pergunta: Vale a pena?

E a resposta é: se os problemas citados não te incomodam, até vale. O aparelho é bem decente, discreto, tem recursos equilibrados e atualmente o preço de venda está relativamente baixo (esses dias, em 11/2011, estava em promoção na faixa de R$500).

É importante, no entanto, destacar que a marca já lançou sucessores com preços bastante atraentes.

No momento em que finalizo essa análise espero o substituto do O1, um Sony Ericsson Xperia Arc S. Por que mudar de marca novamente? Algo relativo ao aparelho? Não simplesmente porque não me interessei por outros modelos da LG. O Optimus Black até me chamou a atenção, mas não me animou.

Bom, é isso, qualquer dúvida, crítica ou correção, é só usar os comentários. Até mais.

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